Foi com esta a provocação que a Católica Porto School of Business and Economics (Católica Porto SBE) desafiou empresários, gestores e representantes do Governo a discutir, sem rodeios, um dos temas mais urgentes da economia portuguesa: como fazer as empresas nacionais ganharem escala. A conferência anual do MBA Executivo encheu, esta quarta-feira, o Auditório Carvalho Guerra, na Universidade Católica Portuguesa (UCP), no Porto, com um painel de convidados à altura do desafio.
A sessão abriu com o diretor da Católica Porto SBE, João Pinto, seguido pelo diretor do MBA Executivo, Luís Marques, que enquadrou o mote do encontro, referindo: "O crescimento das organizações é uma premissa para a criação de valor, mas é também um meio para aquilo que consideramos essencial: o crescimento dos nossos alunos."
O momento alto da sessão pertenceu a Carlos Moreira da Silva, presidente da Associação Business Roundtable Portugal, cuja intervenção deu o tom ao debate ao expor, com a franqueza de quem conhece bem o tecido empresarial português, alguns dos principais entraves que continuam a travar o crescimento das empresas nacionais.
Seguiu-se uma conversa bastante animada, numa mesa-redonda moderada por Alberto Castro, professor convidado da UCP, que reuniu em palco, o keynote speaker, Carlos Moreira da Silva, com Luísa Amorim, CEO da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e da Taboadella, Daniela Simões, cofundadora e CEO da miio, e Ricardo Silva, CEO da Tintex Textiles e presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal. Escala, internacionalização, inovação e a corrida ao talento foram alguns dos temas em cima da mesa, com histórias e experiências concretas a dar corpo ao debate.
Miguel Athayde Marques, vice-reitor para o Desenvolvimento Infraestrutural e Estratégico da UCP, fez uma intervenção, sublinhando os valores e a importância de a Universidade continuar a criar estes espaços de encontro entre a academia e a sociedade civil.
Mas foi a intervenção final que deu à conferência um fecho de peso: o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, trouxe à conferência a visão do lado das políticas públicas, discutindo o papel do Estado na criação de condições para que as empresas portuguesas possam, de facto, crescer.
Entre a experiência de quem lidera empresas, o rigor académico e a perspetiva de quem desenha políticas públicas, a conferência reafirmou o compromisso da Católica Porto School of Business and Economics em colocar-se no centro do debate sobre o futuro da economia portuguesa.
Um debate que, aliás, está no ADN do MBA Executivo da escola. A próxima edição do programa, a 23.ª, abre já em outubro, reunindo as experiências internacionais na ESADE e no EMBA Consortium, com uma semana imersiva numa das escolas parceiras do consórcio, e o Plus+2, que garante acompanhamento aos participantes durante os dois anos seguintes à conclusão do MBA, com atualização de conteúdos e coaching individual. Um programa pensado para formar líderes com a visão e as ferramentas para enfrentar, de frente, os desafios de crescimento que hoje se colocam às organizações portuguesas. Saiba mais clicando aqui.







